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A importância arquitetônica do Palácio da Justiça

O Palácio da Justiça, localizado na Praça Mal. Deodoro, popularmente conhecida como Praça da Matriz, sedia a Representação e a Administração do Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Sul. Situa-se no mesmo local do prédio gêmeo do Teatro São Pedro, destruído por incêndio em 19 de novembro de 1949. Foi construído durante mais de dez anos, tendo seus últimos três andares inaugurados apenas em 1968.

O projeto foi objeto de concurso público, em 1953, ganho pela equipe formada pelo Arquiteto Luis F. Corona e pelo então formando em Arquitetura, Arquiteto Carlos Maximiliano Fayet. Foi o projeto mais importante de arquitetura contemporânea, da época, em Porto Alegre, segundo Fayet. Outros prédios da linha arquitetônica são o Tribunal de Contas, Faculdade de Educação no Campus Central da UFRGS, e o Hipódromo do Cristal.

As principais características da arquitetura contemporânea, defendidas pelo Arquiteto francês Le Corbusier, são:

  • pilotis - deixar o andar térreo livre;
  • paredes envidraçadas e quebras-sóis;
  • estrutura livre - possibilidade de mudanças permanentes no interior - as largas colunas contém dentro os encanamentos.

A pesquisadora Anna Paula Canez afirmou em obra* a respeito do Palácio, que "A legislação urbanística vigente na época previa uma altura máxima de 40m para as construções em frente para a Praça da Matriz, a solução adotada ocupa então, quase todo o terreno, liberando 1/4 do solo para o acesso principal monumentalmente marcado por pilares ovais, com térreo, galeria e mais 7 pavimentos".

Nas fotos que ilustram esta página, cedidas pelo Arquiteto Fayet, vê-se vários aspectos da construção e o aspecto atual do prédio.

Aspectos da construção durante a etapa dos alicerces e do piso térreo.


Construção do Salão do Júri, no andar térreo. Depois da transferência do Júri para o prédio do Foro Central, o local foi utilizado para sessões de julgamento do Tribunal de Alçada.


Vista da escada que leva do térreo até o sétimo andar.
Diferentes vistas da construção do terceiro piso.


"Esqueleto" metálico de uma dos pilares, que conduzem os encanamentos e fios do edifício.



Grande escada do andar térreo para a sobreloja,
inicialmente chamada de "Galeria dos Casamentos".

Interessante vista da escada.

Vista do prédio com o aspecto externo atual - nos anos 70.

* Canez, Anna Paula, in Edifício do Palácio da Justiça - Avaliação do Desempenho Climático, Curso de Mestrado do Programa de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura da UFRGS, fevereiro de 1994.

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Expediente: Conselho de Comunicação Social/Gabinete de Imprensa do TJ


 

 

 

 

 

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